Acordes com mesma função
Graus secundários
Os acordes secundários do campo harmônico são o II, o III , o VI e o VII grau do modo maior e podem se encaixar perfeitamente no espaço dos graus principais (mesma função) dando mais movimento e um melhor suprimento de acorde na música.
As tríades com mesma função tem duas notas em comum, característica essa que permite a semelhança de sons, porém com um colorido diferente. No entanto para trabalhar-mos bem com estes acordes é preciso conhecer e até decorar a fomação dos mesmos.
Para que haja um melhor entendimento acerca disto, vou repetir a formação do campo harmônico – como sempre na tonalidade de DO – usando não os graus mas sim a cifra das notas que formam cada acorde.
C D E F G A B C
E F G A B C D E
G A B C D E F G
Como você pode ver, na posição vertical, temos as notas que formam cada acorde. Destacamos os graus principais, para uma melhor visualização dos acordes com notas em comum; acordes que tem duas notas de algum grau principal, tem uma grande probabilidade de subistituí-lo ou dividir o tempo com ele.
O diagrama abaixo mostrará melhor os acordes com mesma função:
Campo harmônico
O que é um campo Harmônico?
Quando você toca uma música, os acordes não são tocados aleatoriamente. Existe uma sequência, um padrão, um grupo de acordes disposto dentro daquela tonalidade, com os quais você poderá harmonizá-la de maneira agradável ao ouvido.
Ex. Se você toca na tonalidade de “DO”, dificilmente você usará o acorde de DO#, pois as notas DO# e SOL# que compõem este acorde, não estão inclusas na escala de DO maior.
Vamos à prática:
Formação do campo Harmônico
Lembra-se da escala diatônica? O campo harmônico nada mais é do que a escala diatônica sobreposta, formando blocos de notas. Na primeira linha começando do primeiro grau, na segunda começando do terceiro grau, e na terceira linha, começando do quinto grau. Na posição vertical teremos o seguinte:
I II III IV V VI VII VIII
III IV V VI VII VIII I II
V VI VII VIII I II III IV
C Dm Em F G Am B° C
Tratando-se de graus a ordem é a seguinte:
I IIm IIIm IV V VIm VII°
Estes acordes são os mais próprios para serem usados, pelo aluno que está começando o estudo de harmonia, pois são acordes simples de três sons (tríade), mais audível e que estão dentro da escala diatônica. Para os que estão com o ouvido mais acostumado no ambiente musical, pode-se acrescentar na formação do campo harmônico mais uma linha de graus, desta vez começando à partir do VII grau. Formam-se então as tétrades (acordes de quatro sons).
Desses sete acordes formados a partir da escala diatônica (o campo harmônico), os graus mais importantes são o I, o IV e o V. Dominando estes, você não terá dificuldades na continuação do estudo da harmonia funcional.
Harmonização usando os graus básicos
Como já explicamos anteriormente, existem no campo harmônico, três graus básicos. Com esses graus você poderá harmonizar qualquer música – se bem que de uma maneira bem rudimentar – de qualquer estilo musical. Vamos á pratica:
Usaremos para nosso exemplo uma música bem conhecida no meio evangélico para que haja uma melhor assimilação do assunto dado.
C
Foi na cruz, foi na cruz
F G
Onde um dia eu vi
F G C
Meus pecados castigados em Jesus
F C
Foi ali pela fé que os olhos abri
F G C
E agora me alegro em sua luz.
Queremos salientar aqui que o nome “ harmonia” por si só já diz tudo; e muitas vezes para não perder-mos essa harmonia, é necessário conservar a música simples para que não perca a sua beleza ou venha descaracterizá-la. Por outro lado a música bem harmonizada é como uma família unida, mesmo que haja um acorde de tensão logo vem outro de resolução, e ambos dão beleza e dinâmica, enriquecendo ainda mais aquela melodia.
Nome dos graus principais (I, IV e V).
Tônica – representa o centro da tonalidade onde todos os graus vão orbitar. É ele quem dar repouso e estabilidade a tonalidade.
Subdominante – Produz um afastamento do centro da tonalidade criando com isso uma tensão que pede a uma provável resolução.
Dominante– Cria uma tensão na relação entre tônica e dominante, levando a uma resolução com o retorno à tônica.